Escolas cívico-militares não registram violência

Foto: Renato Araújo – Agência Brasília

Segundo a secretaria de Educação, nenhuma das escolas de gestão compartilhada registrou casos de violência em 2022

O projeto de gestão compartilhada nas escolas públicas do Distrito Federal teve início em 2019. A inciativa conta com a participação da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério da Educação.

Nas escolas denominadas Colégios Cívico-Militares, os profissionais da educação ficam responsáveis – exclusivamente – pelo trabalho pedagógico e os profissionais da segurança ficam responsáveis pela disciplina.

Segundo a Secretaria de Educação, desde o início deste ano letivo, nenhuma das unidades registrou qualquer situação de violência.

A dinâmica educacional é desenvolvida pelas duas partes em conjunto o propósito de oferecer educação e construir estratégias voltadas ao policiamento comunitário e ao enfrentamento da violência no ambiente escolar. O objetivo é promover uma cultura de paz e o pleno exercício da cidadania.

O programa é destinado a estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio. Das 15 escolas inseridas no programa, 11 são geridas pela Secretaria de Educação em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública e as demais – quatro ao todo – são de uma parceria do Ministério da Educação com as Forças Armadas.

O Centro Educacional 1 do Itapoã atende 2.414 alunos do 6º ano ao ensino médio e já foi uma escola com índices consideráveis de violência e drogas. Porém, desde a implantação do projeto de gestão compartilhada, aprovada pela comunidade, o cenário mudou. A escola é uma das que não registraram situação de violência em 2022.

“Era um desejo meu [fazer parte da gestão compartilhada], tendo em vista a nossa dificuldade, principalmente, com as drogas e a violência na escola. Para nós fez grande diferença, mudou completamente o nosso cenário. Não temos mais problemas com drogas e traficantes e a violência também diminuiu”, conta a diretora do CED 1 do Itapoã, Liesi Beatriz Maciel de Sousa.

Além disso, o formato de gestão dá mais autonomia para que os profissionais se dediquem à parte educacional. “Eu não tinha tempo para me preocupar com a parte pedagógica. Agora tenho um diretor disciplinar, com isso tenho mais tempo para me debruçar. É um grande ganho”, completa.

Para o subsecretário das Escolas de Gestão Compartilhada, coronel Alexandre Ferro, essa diferença de realidade se deve à presença da segurança na escola. “Como existem nas escolas os profissionais da segurança pública, eles sabem identificar os sinais das crianças que estão passando por dificuldades. E se tiver alguma situação de violência, saberão dar o encaminhamento”, explica. O encaminhamento pode ser tanto no sentido disciplinar, dentro da própria escola, como na condução até a Delegacia da Criança e do Adolescente.

Com informações da SEE-DF